terça-feira, 22 de março de 2011

Relato da aula 6

Trabalhamos postura e kinesfera nessa última aula. Dentre os exercícios estava o de completar um círculo em oito tempos, também em forma de infinito e em quadrado.

Trabalhamos também a postura, cruzávamos a sala, parávamos no meio do caminho, olhávamos para o lado e voltávamos a caminhar até fim da sala. Enquanto isso, o Edu nos observava e corrigia nossa postura e atitude. Esse exercício simulava nossa entrada e saída da cena.  

A sala foi dividida em três partes iguais e tínhamos que agir de acordo com as seguintes instruções:

1) Explorar o menor ponto de apoio com o chão, usando, pés, mãos, joelhos, cotovelos, etc, desde que fosse o menor contato com o chão.

2) Explorar o menor ponto de contato com o corpo de um colega, interagindo.

3) Em duplas, tínhamos que praticar jogos teatrais, isto é, interagir como se estivéssemos dançando, jogando, etc...

O essencial era que praticássemos as três situações e que nenhuma das áreas ficassem sem ninguém. Praticamos por vinte e cinco minutos.

Improvisações

Trabalhamos o texto pretexto. Fomos apresentados a quatro pequenos textos, sem circunstâncias dadas ou acontecimento original, tivemos que usar a imaginação para criar cada cena.


Texto 1

A: - Três da manhã e nada, nada, nada. Se ela não podia, porque marcou?

B: - Calma Evilásio, calma.

A: - Calma nada, Lucimar. Canalha.

B: - Canalha eu?

A: - Não. Canalha ela, oras

C: - Oi gente! Já deu meia noite? Calma! Nós já vamos, mas antes um cafezinho.

As improvisações foram variadas, amigos esperando a amiga para irem viajar, amigos esperando na balada, marido e mulher aguardando a obstetra para fazer um parto.....

Texto 2

A: - Você trouxe?

B: - O que você acha?

A: - Então mostra.

B: - Mostra você primeiro.

Dois ladrões se preparando para um assalto, duas crianças se maquiando, viciado e traficante, etc... foi para onde nos levou a imaginação.

Texto 3

A: - Está frio.

B: - Eu não acho.

A: - Por que, está quente?

B: - Estou pegando fogo.

A: - Então se esfria.

B: - Depende de você.

Improvisamos casal na cama, em frente a lareira (pegando fogo, literalmente), comendo uma comidinha "quente", no carro, colegas de trabalho, etc...

Texto 4

A: - SABE

B: - NÃO AH NÃO

A: - OLHA

B: - NÃO NÃO

A: -  MAS

B: - AH NÃO

A pontuação do texto deveria ser feita por nós, assim como as circunstâncias. Variamos entre uma pessoa tentando agarrar a outra, casal no cinema, cujo namorado ficou assanhado, mulher mostrando a gravidez, amigo tentando ajudar a amiga a pular um buraco, etc...

Se alguém se lembrar de alguma coisa que não mencionei aqui, por favor me avise.

Os noivos de Nelson Rodrigues

Adaptação de Alex Capelossa

domingo, 20 de março de 2011

"A casa fechada" - Peça para as duas próximas aulas

Temos que ler a peça "A casa fechada" para trabalharmos nas duas próxima aulas.
Você poderá baixá-la clicando aqui.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Aula 5 - "Exercício da loucura e da dança livre"

O “exercício da loucura” foi uma loucura realmente. Entre o misto do  ‘o que estou fazendo aqui’ e ‘é isso aí’, me vi andando, correndo, pulando e urrando de lá para cá. Totalmente sem sentido, sem nexo, sem certo ou errado, fiz tudo o que me deu vontade. Sentei, levantei, me arrastei e sabe-se lá o que mais.
Por alguns instantes me vi observando os outros colegas e senti uma vontade enorme de rir, do ridículo que eu estava fazendo e do ridículo que eles estavam fazendo também. Mas como mencionei, foram apenas em alguns instantes que me desconcentrei um pouco, mas logo voltei minha atenção para a minha tarefa insana.
Já na “dança livre” me esbaldei, já fiz isso muitas vezes em casa. É, podem dizer o que for, até rir de mim se for o caso, mas eu já fiz. Quando a música me agrada e meu humor me permite, me pego dançando pela casa, de acordo com as notas, de acordo com meu corpo e acho isso bom demais. Não sei se por influencia minha, mas já vi minha filha mais nova fazendo isso também, rsrsrs (ela pretende ser bailarina).
Todos os músculos trabalhando para lhe trazer prazer, é isso que sinto, prazer em dançar. Não sou dançarina e tampouco tenho habilidades na dança, mas uma coisa é mais do que certa, adoro mexer o esqueleto, e foi isso que fiz no último sábado.
“- Se ao terminarem esse exercício e não estiverem transpirando, vocês não o terão feito corretamente. – disse o Edu.
E ao fina,l eu estava derretendo. Bom sinal, creio eu. Esse exercício foi muito prazeroso para mim e, é claro, cansativo. Afinal, foram doze minutos de loucura e mais doze minutos de dança. Mas não tenho outra palavra para descrever o que senti.
Deitada de forma confortável (no meu caso, de lado) e ao som de músicas bem suaves, o Edu ia nos descrevendo situações, lugar, sensações, etc... Parecia tudo tão real, quase palpável. A cena se materializava diante dos meus olhos fechados..... a emoção aflorou e se transformou em lágrimas.
Diante de mim, uma folha em branco e uma caneta. Escrevi para alguém que deixei para trás e mais lágrimas rolaram.
Novamente de olhos fechados, vozes davam vida a cada carta. As palavras refletindo o que cada um sentiu de escrever depois de uma experiência tão enriquecedora. Não posso deixar de ressaltar que a emoção estava à flor da pele e que não encontro mais palavras para descrever a experiência que tive nesse último sábado.
Foi muito intenso e espero poder vivenciar tudo novamente em breve.
Obrigada Edu!

quarta-feira, 2 de março de 2011

RELATO DA AULA 4

Corpo

Na aula de corpo retomamos a massagem e reconhecimento dos pés e pernas, seguindo até os quadris. Com as mãos embaixo dos quadris, fizemos movimentos circulares e retos, sentindo o osso sobre as mãos. Após isso, partimos para o reconhecimento da pelve.

Passamos a caminhar pela sala, começando com um ritmo bem lento, e fomos aumentando gradativamente o ritmo até chegar ao ponto de corrida.

Ocupamos os espaços na sala, tínhamos que nos olhar, caminhar em direção ao outro, nos cumprimentar com um aperto de mão e sair, pausar e reiniciar o exercício. Em determinado ponto, variamos os comprimentos com um abraço, aperto de mão dizendo “Tudo bem”, nos diversos tempos e ritmos vistos anteriormente.

Análise Ativa

Retomamos a cena da “Festa Surpresa” com ritmos variados. Cada personagem tinha seu próprio ritmo/tempo durante a cena. Pudemos ver na pratica o que o Edu tinha acabado de nos ensinar. O ritmo pode ser usado apenas na ação, movimentos mais lentos e leves, enquanto a voz pode ser mais potente.

“Festa Surpresa”
Uma pessoa espera os amigos, para juntos prepararem uma festa surpresa para um amigo que chegará as 21:00 h.
20:30h – Amigas chegam a casa para ajudar na arrumação
20:45h – Amigos chegam com a comida e a bebida
21:00 – A campainha toca e todos pensam que é o aniversariante, mas descobrem que se trata do vizinho, que veio utilizar o telefone.
21:15 – A campainha toca mais uma vez e novamente não é o aniversariante e sim um amigo trazendo a notícia de que o aniversariante sofreu um acidente e está no hospital.
Todos decidem levar a festa surpresa até o hospital

“Movimento Estudantil”
Em 1968, durante a ditadura, estudantes ocuparam a reitoria da faculdade e estão cercados pela polícia.
Precisam decidir o próximo passo, render-se pacificamente ou partir para o enfrentamento com a polícia.
Durante a discussão e a votação, o presidente da mesa é baleado e os estudantes tem que decidir rapidamente o que fazer, uma vez que um colega estava ferido e precisava de atendimento médico urgentemente. Acabam por decidir sair pacificamente para socorrê-la.

“Bilheteria”
Duas irmãs chegam à bilheteria de um teatro, onde aconteceria a estréia de uma peça teatral na qual o irmão delas é o produtor. Ao falarem o nome a recepcionista, ela constata que os nomes delas não consta na lista e informa que só poderão entrar convidados e famosos.
Elas discutem e acabam por chamar o irmão. Ele vem verificar o que está acontecendo, as 20:45h, finge se passar por um convidado e constata que a recepcionista não está liberando a entrada das irmãs e acaba por demitir a funcionária, que relata não ser a recepcionista e sim a faxineira que a estava substituindo enquanto a mesma foi ao banheiro.

Nossa última improvisação foi baseada em uma pintura que o Edu nos mostrou. Consistia em duas pessoas em uma varanda.
Tínhamos que estabelecer três acontecimentos antes de chegar à cena ilustrada. Fomos divididos em três grupos e cada um deles preparou uma cena.

Teoria da Interpretação
Falamos sobre “verdade cênica” – a cena tem que ser feita como se fosse a primeira vez, sempre, como se ela estivesse acontecendo naquele exato momento. Coloque o pensamento dentro das circunstâncias.
Ator Criador - estuda a melhor maneira de fazer a cena.
Ator Personagem - vive a cena.

Lembrete: Levar na próxima aula, uma caixa de sapatos com alguns itens significativos.